Alan Ruschel
de volta ao futebol 252 dias após o acidente de 29 de novembro - e com boa
atuação -, Neto e Follmann trocando passes uniformizados no pontapé inicial,
jogadores de Barcelona e Chapecoense abraçados diante de um coração verde no
gramado, e um monte de sentimento bom misturado: solidariedade, compaixão,
renascimento. A frase "é muito mais do que futebol" foi levada ao pé
da letra na noite desta segunda-feira no Camp Nou.
Tanto que a goleada de 5 a 0 dos catalães ficou em segundo
plano em um troféu Joan Gamper desde sempre apontado como celebração da vida.
Messi, como de costume, brilhou e deixou sua marca. Deulofeu, Busquets, Suaréz
e Denis Suárez completaram o placar. Não dá para negar: a Chape entrou em campo
para evitar uma goleada histórica. E a julgar pelos 45 minutos iniciais, a
missão foi bem cumprida.
Diante do rival em ritmo de treino e com Elias inspirado, o
time reduziu os espaços na entrada da área e foi para o intervalo com três gols
da bagagem - um a menos que o Santos, há quatros anos, por exemplo. Na base do
tiki-taka, Deulofeu, Busquets - em lindo chute de fora - e Messi balançaram as
redes.
Os destaques, entretanto, foram o goleiro da Chape e, obviamente,
Alan Ruschel. Escalado no lado direito do ataque, o sobrevivente teve boa
participação e foi ovacionado de pé ao dar lugar a Penilla, aos 35 minutos. Com
bola rolando, ninguém mereceu mais destaque do que Elias, com defesas para
guardar para vida inteira. Dentro da área, parou Messi duas vezes, Suaréz três
e Jordi Alba, impedindo uma goleada. Já a participação ofensiva do Verdão foi
rara, com duas finalizações para fora, de Wellington Paulista e Luiz
Otávio.
Na volta, o roteiro seguiu dentro do previsto: o Barcelona
trocando passes, e a Chape se segurando como podia. Com as muitas alterações
esperadas para um amistoso, o ritmo ficou mais lento, e o Verdão conseguiu
sofrer apenas mais dois. Suarez, enfim, venceu Elias após tabelar com Messi e
chutar forte.
Pouco depois, Messi serviu Denis Suarez: 5 a 0. Foi a senha
para Ernesto Valverde tirar todas suas estrelas. E quando a Chape conseguiu
respirar e se aventurar no campo ofensivo. Nada além de cruzamentos na área e
um chute de Nadson para defesa de Cillessen. As duas equipes já estavam
contentes com o 5 a 0 quando o ímpeto de Semedo, recém-contratado, encontrou a
juventude de Khevin dentro da área. Pênalti para o Barça, desperdiçado por Paco
Alcácer.
Foi a segunda partida de Artur Moraes no Camp Nou - tinha
atuado pelo Benfica, pela Liga dos Campeões -, e conseguiu seguir sem tomar
gol. Ao apito final, aplausos para o Barça, que cumpriu seu papel goleando
diante do torcedor, e para a Chape, pelo conjunto da obra.

0 Comentario "Em jogo de celebração à vida, Alan Ruschel reestreia, Barcelona goleia, e Chape entra para história"
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